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Wabiro

Como é calculado o resultado do teste de estilo de apego

As vinte frases são respondidas numa escala de quatro pontos (0–3). Seis medem a ansiedade de apego e seis medem a evitação da proximidade, com duas frases invertidas em cada grupo; cada grupo vira uma pontuação de 0 a 100. Um eixo conta como elevado a partir de 50: se nenhum estiver elevado, o estilo é seguro; só a ansiedade, ansioso; só a evitação, evitativo; os dois, temeroso-evitativo. Outras oito frases medem o que você faz sob estresse (busca por reafirmação, afastamento); elas alimentam o relatório, mas nunca o rótulo.

O método em resumo

Versão
v1 · 2026-10-05
Entrada
20 perguntas em 4 dimensões
Resultado
Um índice de 0 a 100 em 4 faixas, mais uma pontuação por dimensão
Cálculo
Determinístico: os mesmos dados sempre dão o mesmo resultado. Nada aleatório, nenhum modelo de IA.
Onde é calculado
Suas respostas ficam no seu navegador; elas não entram nas métricas de uso.
Última atualização do método

O estilo de apego é uma das poucas ideias sobre relacionamentos com décadas de pesquisa por trás. Esta página explica exatamente o que o teste do Wabiro pega emprestado dessas pesquisas, como o resultado é calculado e onde o teste para.

De onde vem a ideia

A teoria do apego começou com o trabalho de John Bowlby sobre como os bebês se mantêm perto de quem cuida deles (Bowlby, 1969) e com as observações de Mary Ainsworth sobre padrões seguros, ansiosos e evitativos em crianças (Ainsworth et al., 1978). Cindy Hazan e Phillip Shaver aplicaram a teoria ao amor romântico adulto em 1987, descrevendo jeitos seguros, ansiosos e evitativos de amar. Kim Bartholomew e Leonard Horowitz (1991) acrescentaram um quarto estilo — o temeroso — cruzando duas ideias: como as pessoas veem a si mesmas e como veem os outros.

Desde então, a maior parte das pesquisas descreve o apego adulto com duas dimensões, em vez de caixinhas: ansiedade (medo da rejeição, de receber menos amor, de que a outra pessoa vá embora) e evitação (desconforto com a proximidade e em depender dos outros). Os questionários mais conhecidos, como a escala Experiences in Close Relationships e sua revisão (Brennan, Clark & Shaver, 1998; Fraley, Waller & Brennan, 2000), medem exatamente essas duas. O teste do Wabiro é construído sobre essas mesmas duas dimensões.

As frases

As 20 frases são originais do Wabiro. Elas não são itens da ECR-R nem de nenhuma outra escala publicada, e não passaram por validação psicométrica. Elas descrevem momentos comuns — uma resposta demorada, uma discussão, um par que quer uma noite só para si — para que o teste funcione para quem está ou não está num relacionamento.

DimensãoFrasesInvertidasPeso no rótulo
Ansiedade no relacionamento62Eixo
Evitação da proximidade62Eixo
Busca por reafirmação40Só no relatório
Afastamento40Só no relatório

As duas últimas dimensões vêm da ideia de que, sob estresse, o apego ansioso tende a aparecer como estratégias de hiperativação (conferir, mandar outra mensagem, precisar resolver tudo na hora) e o apego evitativo como estratégias de desativação (ficar em silêncio, lidar com tudo por conta própria, esfriar) (Mikulincer & Shaver, 2007). Elas deixam o relatório concreto; nunca mudam o seu estilo.

Cada frase é respondida de “Nada a ver comigo” (0) a “Tudo a ver comigo” (3). Nas quatro frases invertidas (por exemplo, “Para mim, é fácil me apoiar em uma pessoa próxima quando estou passando por um momento difícil”), a escala é invertida antes do cálculo, para que responder “tudo a ver comigo” em tudo não leve você a um extremo.

Das respostas a um estilo

A pontuação de cada dimensão é a soma dos seus pontos dividida pelo máximo, vezes 100, com uma casa decimal. Depois:

AnsiedadeEvitaçãoEstilo
menos de 50menos de 50Seguro
50 ou maismenos de 50Ansioso
menos de 5050 ou maisEvitativo
50 ou mais50 ou maisTemeroso-evitativo

A linha em 50 é o ponto médio da escala. É uma convenção para dar nome à região em que você está, não um ponto de corte clínico — e é por isso que o resultado sempre mostra os dois números e o mapa, não só o nome.

O estilo para o qual você tende. O Wabiro também olha para o eixo mais perto da linha. O estilo que você teria se esse eixo caísse do outro lado aparece como seu estilo secundário; quando esse eixo está a até 10 pontos da linha, o resultado diz que você tende para esse lado (por exemplo, “seguro, com tendência ansiosa”). Em caso de empate, vale a ansiedade, o primeiro eixo.

O número geral que o sistema calcula para todo teste (uma média ponderada das quatro dimensões) não é mostrado neste teste: misturar ansiedade com evitação produz um número que não quer dizer nada sozinho.

O que o relatório acrescenta

O resultado grátis traz o seu estilo, os dois eixos no mapa, seus pontos fortes, seus pontos de atenção, uma ação e uma frase para experimentar. O relatório pago acrescenta o que cada uma das suas quatro dimensões significa no seu nível, como o estilo costuma aparecer na paquera e nos conflitos, o que costuma atrair você e o que costuma afastar você, como as coisas costumam ser com um par de cada um dos quatro estilos, um plano de sete dias e as respostas que formaram o seu resultado, repassadas no seu aparelho. As observações sobre combinações são tendências discutidas nas pesquisas, escritas como pontos de partida para conversas — nunca previsões sobre um relacionamento.

O que isto não é

Não é um diagnóstico nem uma avaliação psicológica validada. Estilo de apego não é uma condição de saúde mental, e um teste não tem como conhecer a sua história. As pesquisas também mostram que o apego é razoavelmente estável, mas pode mudar — com novos relacionamentos, acontecimentos da vida e um trabalho deliberado —, então um resultado descreve como você respondeu hoje, não quem você vai ser para sempre. Se os relacionamentos costumam parecer dolorosos ou assustadores, a terapia, com alguém qualificado, é um guia melhor do que qualquer teste.

Suas respostas ficam no seu aparelho. Se você compartilhar o resultado, só o estilo vai junto — nunca suas respostas nem suas duas pontuações.

Determinismo e versões

O cálculo é uma função pura: as mesmas respostas sempre geram o mesmo resultado, em qualquer aparelho, sem nenhum elemento aleatório e sem IA envolvida. Os resultados registram a versão do teste e a versão do cálculo com que foram gerados, e um relatório pago é sempre gerado a partir dessa versão exata.

Fontes

  • Bowlby, J. (1969). Attachment and Loss, Vol. 1: Attachment. Basic Books.
  • Ainsworth, M. D. S., Blehar, M. C., Waters, E., & Wall, S. (1978). Patterns of Attachment: A Psychological Study of the Strange Situation. Erlbaum.
  • Hazan, C., & Shaver, P. (1987). Romantic love conceptualized as an attachment process. Journal of Personality and Social Psychology, 52(3), 511–524.
  • Bartholomew, K., & Horowitz, L. M. (1991). Attachment styles among young adults: A test of a four-category model. Journal of Personality and Social Psychology, 61(2), 226–244.
  • Brennan, K. A., Clark, C. L., & Shaver, P. R. (1998). Self-report measurement of adult attachment: An integrative overview. In J. A. Simpson & W. S. Rholes (Eds.), Attachment Theory and Close Relationships (pp. 46–76). Guilford Press.
  • Fraley, R. C., Waller, N. G., & Brennan, K. A. (2000). An item response theory analysis of self-report measures of adult attachment. Journal of Personality and Social Psychology, 78(2), 350–365.
  • Mikulincer, M., & Shaver, P. R. (2007). Attachment in Adulthood: Structure, Dynamics, and Change. Guilford Press.

Teste de estilo de apego

Vinte frases, cerca de quatro minutos. Veja onde você fica nas duas dimensões que as pesquisas usam para descrever o apego adulto — e se isso aponta para um estilo seguro, ansioso, evitativo ou temeroso-evitativo.

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